A capacidade de geração de ideias não é mais um diferencial competitivo, elas hoje são facilmente "adquiridas" através de processos, como open inovation, onde a disseminação do conhecimento se pulveriza de uma forma acentuada. Ou seja, ideias estão por aí no mercado para serem "compradas".
E mais, aquele velho conceito de "sair da caixa" para se ter novas ideias também não funciona mais.
Não funciona porque a "caixa" ainda continua lá. Ou seja, mantemos todos os paradigmas até então vigentes.
Num conceito visionário destruímos as "caixas" e construímos novas. Mudamos os paradigmas. É um conceito de convergência.
Um bom exemplo da aplicação deste conceito é o Steve Jobs e sua Apple. Ele passa um trator por cima de tudo quanto é caixa que existe por aí. E olha que são caixas robustas e construídas com um montão de dinheiro aplicado exatamente em P&D (uma caixa de ideias), uma sugadora de recursos.
"Ideias são culturalmente neutras enquanto gestadas para resolver um problema; visões são intrinsicamente ideológicas com um viés de uma clara aspiração de como o mundo deveria ser. As visões refletem fortemente a cultura pessoal do pensador."
Não é que se deva parar o processo tradicional de geração de ideias. Ele é ainda muito importante no início dos processos de inovação e principalmente nas melhorias incrementais.
Enfim, devemos dar um passo à frente adotando uma forma mais avançada no processo criativo.
*Texto baseado no artigo de Roberto Verganti na Harvard Business Review (01/03/2010).
Enfim, devemos dar um passo à frente adotando uma forma mais avançada no processo criativo.
*Texto baseado no artigo de Roberto Verganti na Harvard Business Review (01/03/2010).