30 de mar. de 2009

Releitura da classe C

Dia 11/03 a McCann Erickson divulgou uma nova pesquisa, realizada no final de 2008, sobre hábitos de consumo, comportamento e tendências dos consumidores da classe C.

Mas parece que a conjuntura econômica atual vai nos obrigar a ter um pouco de cautela e fazer uma releitura desta pesquisa.

Isto porque a classe C brasileira encolheu e está sofrendo mutações, segundo uma análise bem interessante realizada pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas, com base nos dados da Pesquisa Mensal de Emprego – PME do IBGE, de janeiro último, e publicada no Jornal do Commercio do Recife em 30/03/09.

Segundo o Marcelo Neri, do crescimento da classe C verificado de 2003 até 2008, 11% pulou para a D e E em seis regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de janeiro, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre).

Ou seja, em apenas um mês 563 mil pessoas foram da C para D e E e que, segundo o economista da FGV, “a reversão de janeiro é muito preocupante, e é como se a crise finalmente chegasse aos setores populares mais beneficiados pelo governo Lula, e que até dezembro tinham sido pouco afetados”.

Na pesquisa da McCann há alguns achados importantes (Folha Online – Dinheiro, 08 e 11/03/09):
  • “47% dos entrevistados se identificam como classe média baixa”. A classe C brasileira corresponde aproximadamente à chamada “nova classe média” que emergiu no Brasil e nos principais países emergentes;

  • "o desejo prioritário da Classe C é hoje consumir sem preocupação e aprender a se comportar como classe média”;

  • "é curioso perceber que a classe C deseja consumir mais, mas não demonstra a preocupação em mudar de classe”;

  • "essas pessoas já têm eletrodomésticos, além de uma despensa e uma geladeira sortidas e, agora, evoluíram. Não basta dizer, agora, ‘você pode ter determinada coisa’, mas sim ‘você pode ter a melhor’ ”.

Confrontando com a análise feita pelo Marcelo Neri, somos levados a pensar até onde
é válido o que conhecemos da classe C e se não está emergindo, estou conjecturando, uma nova classe C:
  • agora com prioridades, desejos e comportamentos mudando muito rapidamente;

  • o que parece estar ocorrendo de fato é que hábitos, comportamentos e tendências não são mais os que se conheciam até recentemente.
Institutos de pesquisa, mãos à obra!

24 de mar. de 2009

Planilha Marketing

Há poucos anos convivi e fui contra.

Mas a gestão do marketing com a planilha Excel ao lado está ainda muito viva. É o pensamento só no dia seguinte.

Longo prazo? Nem pensar. É só a busca por resultados imediatos.

Poucos pensam em criar valor para a empresa. O pensamento é o resultado de, no máximo, dois anos à frente enquanto ainda se está naquela posição na empresa.

Percebo falta de compromisso com o futuro. O compromisso é com o futuro da própria carreira.

Tudo que não cabe numa planilha fica para trás.

Os resultados para os acionistas falam mais alto.

Recentemente preparei dois encontros de planejamento interno para um cliente. Eles estavam em busca de novos insights para subsidiá-los no planejamento para os anos seguintes. A minha satisfação foi enorme ao ver como eles estavam em busca exatamente do que não é mensurável, daquilo que não se conta e não se calcula numa planilha. Eles buscavam algo mais. Queriam entender e se aprofundar em novos conceitos e novas idéias. Usar a sua experiência. Não só a profissional, mas muito mais a de vida.

Abaixo a planilha? Absolutamente não. Ela será apenas consequência.

19 de mar. de 2009

Frases I

Admiro a inspiração daqueles que se mostram através de frases e citações geniais.

Algumas podem até ser engraçadas, mas dizem muito. Tudo, em poucas palavras.

Elas vão agora fazer parte do BLOG.

E para começar, a inspiração.

Personally, I always preferred inspiration to information.
(Man Ray)

16 de mar. de 2009

Recife faz mais uma vítima


Vou sair da linha do BLOG, mas...

Vez por outra uma agência de comunicação, ai incluo as de todos os DNAs, pisa na bola com o Recife.

Anteriormente foi a da Skol ao espalhar outdoors pela cidade com “de Recife” bem visível para os recifenses lerem.

Recife é masculino: é “o Recife”, “do Recife”.

E agora, para esquentar a briga pelo mercado, foi a vez da Schin.

Ou seja, cerveja. De novo.

A Y&R fez o Recife ficar um ano mais novo. Sei que muitos escondem a idade e até diminuem. Mas desconheço que seja este o caso.

Desta vez teve nota de correção.

10 de mar. de 2009

Otnemajagne*

No Carnaval passado presenciei uma ação promocional de uma empresa, uma grande empresa, mas muito grande mesmo.

Promotores faziam "sampling" de um dos produtos, acredito ser o líder do segmento, desta empresa: do alto jogavam o produto, pequenino como uma pedra, para os foliões.

Resumindo: era folião levando "pedrada" de todo o jeito. Batia no rosto, na cabeça, nas costas e onde a pedrita alcançasse. Alguns foliões devolviam a gentileza jogando de volta o brinde.


Nonsense total.

Não fiquei até o fim para ver o desfecho, pois estava de passagem com um grupo de amigos. Mas acho que mesmo só, não ficaria.

É o que chamo de um verdadeiro otnemajagne* do consumidor com a marca e o produto. Parabéns.

*otnemajagne = engajamento às avessas.

O princípio de tudo

Muitos que um dia passaram a ter um blog me deram um grande "incentivo": "não comece", "você vai virar escravo do seu blog", "você não vai ter mais paz" e mais uma infindável penca de palavras de "estímulo".

Acho que por isso demorei tanto para iniciar, embora já estivesse com ele na cabeça há muito tempo.

Mas como sou teimoso e após o empurrão, positivo mesmo, da Moema e da Michele, comecei.

Bem clássico: afinal, o que é o Marketing Promocional?

Já há muito tempo conhecia uma citação que é a essência do Marketing Promocional e, muito tempo depois, me inspirou na escolha do nome da minha empresa:

  • Diga-me e eu esquecerei.
  • Mostre-me e eu poderei me lembrar.
  • Envolva-me e eu compreenderei.

É exatamente isso. No Marketing Promocional nosso objetivo é engajar as pessoas, o consumidor.

Algum tempo depois li uma citação da poetisa americana Maya Angelou que resumiu tudo: I've learned that people will forget what you said, people will forget what you did, but people will never forget how you made them feel (eu aprendi que as pessoas esquecerão o que você disse, esquecerão o que você fez, mas jamais esquecerão como você as fez se sentirem).